Évora conta com uma nova Comunidade de Energia Renovável (CER), desenvolvida pela Cleanwatts em parceria com a Fundação Eugénio de Almeida. Alimentado por uma central fotovoltaica instalada na Adega Cartuxa Monte de Pinheiros, na Herdade de Pinheiros, o projeto permite produzir energia renovável localmente e partilhá-la através de um modelo de autoconsumo coletivo.
Com 978 kWp de potência instalada e uma produção estimada de 1.360 MWh por ano, a nova Comunidade de Energia demonstra como a produção solar descentralizada pode criar benefícios económicos e ambientais para diferentes entidades de um mesmo território.
1.630 painéis solares para produzir energia localmente
A central fotovoltaica que alimenta a Comunidade de Energia é composta por 1.630 painéis solares e inclui ainda dois carregadores privados para veículos elétricos.
Instalada na Adega Cartuxa Monte de Pinheiros, a infraestrutura permite à Fundação Eugénio de Almeida produzir localmente parte da energia necessária às suas atividades e, através da Comunidade de Energia, partilhar energia com outros consumidores.
A CER integra instalações da própria Fundação, bem como outras entidades do setor social da cidade de Évora, alargando os benefícios da produção renovável à comunidade envolvente.
O projeto traduz, assim, um dos princípios fundamentais das Comunidades de Energia: aproximar a produção dos locais de consumo e permitir que diferentes organizações beneficiem da energia renovável gerada no território.
Autoconsumo coletivo com impacto económico e ambiental
Ao combinar produção fotovoltaica e autoconsumo coletivo, a nova Comunidade de Energia permite aproveitar localmente a eletricidade renovável produzida e criar condições para uma maior competitividade e previsibilidade dos custos energéticos.
Para Pedro Antão Alves, CEO da Cleanwatts, o projeto demonstra o potencial destas soluções para gerar valor em diferentes dimensões.
“Este projeto demonstra, de forma concreta, como o autoconsumo individual e coletivo pode gerar valor económico, ambiental e social. Estas iniciativas são essenciais para acelerar a transição energética em Portugal, tornando a energia renovável mais acessível e competitiva”, afirma.
As Comunidades de Energia permitem ainda que os benefícios não fiquem limitados ao local onde a central fotovoltaica está instalada.
“As Comunidades de Energia têm um impacto concreto, pois permitem a prática de preços mais competitivos e previsíveis para os clientes-âncora onde as centrais solares são instaladas, como a Fundação Eugénio de Almeida, e para os membros que as integrem na vizinhança”, acrescenta Pedro Antão Alves.
Energia renovável como fator de desenvolvimento local
A criação desta Comunidade de Energia em Évora reforça o papel das soluções descentralizadas na transformação do sistema energético.
Ao permitir que uma entidade produza energia renovável e a partilhe com outros consumidores próximos, o modelo cria uma ligação direta entre descarbonização, competitividade energética e desenvolvimento local.
Neste caso, a participação de entidades do setor social reforça também a dimensão comunitária do projeto, demonstrando como a transição energética pode envolver organizações com diferentes perfis e necessidades num modelo comum de produção e consumo de energia.
Mais um passo na expansão das Comunidades de Energia
A nova CER de Évora integra a estratégia da Cleanwatts de acelerar a adoção de modelos descentralizados de produção e partilha de energia renovável.
Atualmente, a Cleanwatts criou e gere mais de 220 Comunidades de Energia em toda a Europa, com uma capacidade solar fotovoltaica superior a 70 MWp.
O projeto desenvolvido com a Fundação Eugénio de Almeida reforça este percurso e mostra, à escala local, como as Comunidades de Energia podem transformar recursos renováveis em benefícios partilhados.
Com produção estimada de 1.360 MWh de energia renovável por ano, a nova Comunidade de Energia de Évora representa mais um contributo para um sistema energético mais descentralizado, sustentável e próximo das empresas, instituições e comunidades.