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Cleanwatts e Fundação Eugénio de Almeida criam nova Comunidade de Energia em Évora
05 Maio 2026•3 minutos

Évora conta com uma nova Comunidade de Energia Renovável (CER), desenvolvida pela Cleanwatts em parceria com a Fundação Eugénio de Almeida. Alimentado por uma central fotovoltaica instalada na Adega Cartuxa Monte de Pinheiros, na Herdade de Pinheiros, o projeto permite produzir energia renovável localmente e partilhá-la através de um modelo de autoconsumo coletivo. 

Com 978 kWp de potência instalada e uma produção estimada de 1.360 MWh por ano, a nova Comunidade de Energia demonstra como a produção solar descentralizada pode criar benefícios económicos e ambientais para diferentes entidades de um mesmo território. 

1.630 painéis solares para produzir energia localmente 

A central fotovoltaica que alimenta a Comunidade de Energia é composta por 1.630 painéis solares e inclui ainda dois carregadores privados para veículos elétricos. 

Instalada na Adega Cartuxa Monte de Pinheiros, a infraestrutura permite à Fundação Eugénio de Almeida produzir localmente parte da energia necessária às suas atividades e, através da Comunidade de Energia, partilhar energia com outros consumidores. 

A CER integra instalações da própria Fundação, bem como outras entidades do setor social da cidade de Évora, alargando os benefícios da produção renovável à comunidade envolvente. 

O projeto traduz, assim, um dos princípios fundamentais das Comunidades de Energia: aproximar a produção dos locais de consumo e permitir que diferentes organizações beneficiem da energia renovável gerada no território. 

Autoconsumo coletivo com impacto económico e ambiental 

Ao combinar produção fotovoltaica e autoconsumo coletivo, a nova Comunidade de Energia permite aproveitar localmente a eletricidade renovável produzida e criar condições para uma maior competitividade e previsibilidade dos custos energéticos. 

Para Pedro Antão Alves, CEO da Cleanwatts, o projeto demonstra o potencial destas soluções para gerar valor em diferentes dimensões. 

“Este projeto demonstra, de forma concreta, como o autoconsumo individual e coletivo pode gerar valor económico, ambiental e social. Estas iniciativas são essenciais para acelerar a transição energética em Portugal, tornando a energia renovável mais acessível e competitiva”, afirma. 

As Comunidades de Energia permitem ainda que os benefícios não fiquem limitados ao local onde a central fotovoltaica está instalada. 

“As Comunidades de Energia têm um impacto concreto, pois permitem a prática de preços mais competitivos e previsíveis para os clientes-âncora onde as centrais solares são instaladas, como a Fundação Eugénio de Almeida, e para os membros que as integrem na vizinhança”, acrescenta Pedro Antão Alves. 

Energia renovável como fator de desenvolvimento local 

A criação desta Comunidade de Energia em Évora reforça o papel das soluções descentralizadas na transformação do sistema energético. 

Ao permitir que uma entidade produza energia renovável e a partilhe com outros consumidores próximos, o modelo cria uma ligação direta entre descarbonização, competitividade energética e desenvolvimento local. 

Neste caso, a participação de entidades do setor social reforça também a dimensão comunitária do projeto, demonstrando como a transição energética pode envolver organizações com diferentes perfis e necessidades num modelo comum de produção e consumo de energia. 

Mais um passo na expansão das Comunidades de Energia 

A nova CER de Évora integra a estratégia da Cleanwatts de acelerar a adoção de modelos descentralizados de produção e partilha de energia renovável. 

Atualmente, a Cleanwatts criou e gere mais de 220 Comunidades de Energia em toda a Europa, com uma capacidade solar fotovoltaica superior a 70 MWp. 

O projeto desenvolvido com a Fundação Eugénio de Almeida reforça este percurso e mostra, à escala local, como as Comunidades de Energia podem transformar recursos renováveis em benefícios partilhados. 

Com produção estimada de 1.360 MWh de energia renovável por ano, a nova Comunidade de Energia de Évora representa mais um contributo para um sistema energético mais descentralizado, sustentável e próximo das empresas, instituições e comunidades. 

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