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Em muitos países europeus, já é possível transformar os painéis solares instalados em telhados numa fonte de rendimento passivo
24 Janeiro 2024

A adoção de legislação sobre nergia comunitária por toda a Europa, está a abrir a porta a novas oportunidades.

As redes de energia tradicionais, desde os tempos de Edison, eram um sistema muito “de cima para baixo” – com a energia a fluir numa única direção: das grandes centrais elétricas para os consumidores.  Este paradigma tem vindo a mudar de forma notória e rápida, seguindo as tendências de descarbonização e autossuficiência a que temos assistido. Isto deve-se, em parte, à descida rápida e contínua dos preços dos painéis solares.

A tendência para a instalação de painéis solares pelos utilizadores domésticos está a tornar-se cada vez mais comum, especialmente quando existem subsídios para tal. No entanto, a economia da energia solar melhorou de tal forma que, especialmente em países com muita luz solar, os subsídios não são necessários. Os esquemas de financiamento, como os PPAs (Power Purchase Agreements, ou Contratos de Aquisição de Energia), permitem que os painéis solares sejam financiados a um custo inferior ao da eletricidade proveniente dos retalhistas tradicionais. Atualmente, a energia solar em telhados representa quase 70% de todas as instalações solares até ao final de 2023.

Fonte: potência solar Europeia, com dados de 2023

No entanto, estamos à beira de uma grande mudança no mercado solar, particularmente das instalações em telhados, uma vez que a legislação comunitária sobre energias renováveis continua a adaptar-se e a crescer, e os mercados estão a amadurecer em todo o continente europeu. É agora possível (e rentável!), em muitos estados da UE, partilhar e vender energia renovável, produzida localmente em estruturas comunitárias, de diferentes formas e dimensões.

Isto representa uma mudança profunda na forma como a energia solar será financiada no futuro – enquanto, historicamente, os projetos solares em telhados foram concebidos para cobrir o autoconsumo, a evolução para um modelo de autoconsumo comunitário, ou coletivo, melhora significativamente a economia da energia solar de várias formas.

Provavelmente, a forma mais importante, em países como Portugal, é a redução das taxas de rede para as Comunidades de Energia Renovável – nos casos em que não são utilizadas redes de alta ou média tensão, o que é comum na energia partilhada localmente, esses custos são evitados. Isto é importante porque ninguém fica realmente a perder. A rede também beneficia da redução do tráfego, porque está a limitar o congestionamento e evita a necessidade de instalar capacidade adicional, que será cada vez mais necessária nos próximos anos devido à adoção de veículos elétricos e bombas de calor.

As Comunidades de Energia Renovável resolvem a questão da intermitência excessiva, criando realidades onde os produtores de energia solar podem, efetivamente, criar mercados locais e vender a energia diretamente aos seus vizinhos. Isto evita o mercado grossista – que é como a física realmente funciona -: os electrões seguem naturalmente o caminho de menor resistência. Numa rede localizada, onde um produtor de energia solar está perto de potenciais consumidores, a eletricidade produzida irá naturalmente fluir para o ponto de procura mais próximo.

É este princípio que mostra como as Comunidades de Energia geridas localmente se destacam – é melhor vender energia diretamente aos seus vizinhos do que ao sistema grossita, devido às leis fundamentais da física – e os mercados devem ser estruturados de forma a refletir isso mesmo.

Um dos desafios de um sistema deste tipo é a gestão de todas as transações resultantes: que energia é autoconsumida, que energia é transacionada dentro da Comunidade e qual é ainda, oferecida, ao sistema de energia grossista? Trata-se de um problema contabilístico complexo que nunca existiu antes. Sistemas como o Cleanwatts OS – que centralizam e simplificam as transações da comunidade, bem como garantem o equilíbrio dentro da Comunidade – são a solução para gerir e resolver essa complexidade.

plataformas como a Cleanwatts, as forças de mercado e a concorrência de preços poderão baixar os preços da energia para todos. O custo dos aparelhos elétricos, como os veículos elétricos e as bombas de calor, também diminuirá, tornando as viagens e o aquecimento e arrefecimento mais acessíveis, simplesmente devido à aplicação das leis da física e do mercado livre.

A mudança global no sentido da descarbonização continuará a impulsionar a adoção de instalações solares em telhados. É provável que esta tendência seja ainda mais impulsionada pela crescente popularidade das Comunidades de Energia Renovável. Estas comunidades não só facilitam a poupança de energia, como também servem de fonte de rendimento adicional para aqueles que as criam. O benefício imediato deste modelo é o fornecimento de energia limpa ao nível da comunidade local, como um bairro, o que é uma vantagem significativa. Além disso, os avanços na eficiência energética e a consequente redução do congestionamento da rede conduzirão a custos de energia mais baixos. Este impacto, embora gradual, far-se-á sentir em todo o sistema energético.

Topics
Comunidade de Energia
Descarbonização
Energy Citizenship
Sumário

Neste artigo, pode ficar a saber como as instalações solares em telhados se podem traduzir numa fonte de rendimento adicional.

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