As políticas ESG (Environmental, Social and Governance) continuam a ser um pilar essencial para as empresas que procuram alinhar a sua atividade com objetivos de sustentabilidade e responsabilidade social.
Segundo Rui Queiroga, Business Development Director da Cleanwatts, o verdadeiro impacto destas políticas acontece quando são impulsionadas pela energia certa: eficiente, local e limpa.
Energia como motor da sustentabilidade
Apesar de alguma retração global nas políticas de sustentabilidade, Rui Queiroga considera que as estratégias ESG mantêm toda a sua relevância, especialmente num contexto europeu onde o Pacto Ecológico Europeu define metas claras rumo à neutralidade carbónica até 2050.
De acordo com Rui Queiroga, a sustentabilidade deve ser encarada de forma integrada, envolvendo colaboradores, clientes e comunidades locais, com uma gestão transparente e equilibrada entre valor económico, social e ambiental.
O papel da energia na estratégia ESG
A energia é um dos vetores mais determinantes na concretização de uma estratégia ESG eficaz.
Os edifícios representam cerca de 40% do consumo energético mundial e 37% das emissões de CO₂, o que torna a sua descarbonização uma prioridade.
Rui Queiroga destaca o papel do autoconsumo e das Comunidades de Energia (CE) como soluções que permitem reduzir custos, aumentar a eficiência e reforçar a autonomia energética das empresas, contribuindo assim, de uma forma decisiva, para a sua competividade.
Combinadas com sistemas de armazenamento, equipamentos mais eficientes e tecnologias inteligentes, como algoritmos de previsão e otimização energética, estas soluções permitem ajustar produção, consumo e armazenamento de energia em tempo real, maximizando o aproveitamento da energia limpa disponível.
Impacto ambiental, económico e social
Para Rui Queiroga, os benefícios são claros: por um lado, reduz-se a pegada ambiental e promove-se o consumo de energia limpa e local; por outro, aumenta-se a competitividade empresarial, protegendo as empresas da instabilidade dos mercados e contribuindo para a coesão territorial e a inclusão energética.
“As Comunidades de Energia permitem envolver colaboradores e populações locais, criando acessibilidade energética e oportunidades. É uma forma concreta de aplicar os princípios ESG no terreno”, sublinha Rui Queiroga.
Com a energia certa, o ESG mantém-se relevante
Ao combinar tecnologia, eficiência e colaboração, as empresas podem transformar a sua estratégia ESG num verdadeiro motor de impacto positivo.
Como conclui Rui Queiroga, “uma estratégia ESG continua a fazer todo o sentido, mas tem de ser encarada com a energia certa.”
Artigo inspirado na opinião publicada por Rui Queiroga no Jornal Económico: “Uma estratégia ESG com a energia certa” (agosto 2025).