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Medida Web Portal EE4Homes

Portal web das residências eficientes e inteligentes

Medida financiada no âmbito do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia, aprovado pela ERSE- Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.​

Montante financiado: 220.385 EUR

Promotor: Cleanwatts II, Energia Limpa, Lda - Ladeira da Paula, N 6, 3040-574 Antanhol, Coimbra, Portugal, NIF 515560499

Breve descrição

A medida intangível designada “Portal Web das Residências Eficientes e Inteligentes” tem como principal objetivo promover a melhoria da eficiência energética no sector residencial a nível nacional, através do estímulo de práticas e comportamentos mais eficientes, da implementação de planos de redução de consumo, e da promoção de ferramentas e procedimentos que potenciem a otimização energética e o autoconsumo renovável neste sector.

Nomeadamente, este projeto fomenta a consciencialização através da disponibilização a custo zero para até 150 residências participantes de plataforma digital para visualização informação energética em tempo-real e da análise continuada destes consumos otimizados, que tanto aumentam o autoconsumo de energia renovável, como reduzem o consumo da rede elétrica e consequentemente a fatura de energia. Este projeto aposta paralelamente na sensibilização e divulgação de boas práticas na área da eficiência energética para o sector residencial de forma a promover a adoção de comportamentos energeticamente eficientes pelos participantes e, assim, combater a pobreza energética e a vulnerabilidade social.

Objetivos

Com a presente medida proposta, pretendemos ultrapassar importantes barreiras de mercado através de métodos de comunicação e sensibilização inovadores, bem como pela implementação de sistemas de medição e gestão otimizada do uso de energia elétrica (renovável).

Este projeto irá assim contornar as faltas de informação relativa à eficiência energética e a medidas genéricas a implementar no sector residencial, nomeadamente no que diz a padrões comportamentais, hábitos e atitudes que facilmente podem ser adotados - sem custos e sem perdas de qualidade e de conforto dos serviços de energia fornecidos.

Outra barreira a ser ultrapassada é o custo dos equipamentos residenciais de monitorização e gestão de energia. Para que exista informação relevante, coerente e detalhada sobre os consumos dos edifícios, é necessária a instalação de equipamentos de monitorização, o que implica muitas vezes em grande investimento inicial que a maioria dos consumidores residenciais não consegue viabilizar de forma autónoma (em especial àqueles em situação de pobreza energética e vulnerabilidade social). Assim, o grau de penetração de mercado dos sistemas de gestão de energia residenciais é muito reduzido. A criação de um Manual de Boas Práticas, resultado da sistematização de experiências com instalações reais em residências, feitas ao longo do projeto, cruzadas com informação estatística de consumos energéticos de benchmarking, irá ainda potenciar a instalação destes equipamentos e a implementação de comportamentos eficientes.

A medida proposta também permitirá ultrapassar a falta de informação disponível em tempo real para os consumidores participantes poderem verificar os resultados de suas ações no sistema. Com efeito, para gerir eficientemente os consumos energéticos de uma residência eficiente e inteligente, é necessário conhecer um conjunto vasto de equipamentos (tais como equipamentos elétricos flexíveis, baterias estacionárias, painéis fotovoltaicos, etc.), entender as suas interações, a forma como se comportam, tendo em conta a variabilidade das condições das instalações (e.g., ocupações, temperaturas, tipo de serviços disponíveis, etc.).

Outra das grandes barreiras de implementação destas medidas é a convicção geral de que a implementação das mesmas poderia ter efeitos negativos sobre o conforto dos consumidores participantes, nomeadamente decréscimo na qualidade dos serviços. No entanto, neste projeto pretendemos formar os consumidores participantes e demonstrar que a eficiência energética e a prática de comportamentos eficientes não é um fator depreciativo no uso de energia, antes pelo contrário já que a qualidade e eficiência dos serviços fornecidos aumenta.
Esta medida irá assim colmatar a grande falha no que toca à formação e informação relativa a eficiência energética em residências, bem como potencializar diversas abordagens para redução global de consumos (com aumento da proporção de autoconsumo renovável), custos energéticos e, consequentemente, melhoria das margens.

Por outro lado, esta medida está muito vocacionada para informar cidadãos sobre a adoção de comportamentos eficientes no sector residencial a nível nacional, recorrendo a material de disseminação, workshops formativos e apresentações nacionais ao longo dos 2 anos do projeto. Para além disso, o website será uma ferramenta fundamental para aconselhar consumidores participantes (em especial aqueles em situação de pobreza energética e vulnerabilidade social) por todo o país a mudarem certos comportamentos ineficientes, otimizando os recursos energéticos endógenos e renováveis, ultrapassando a forte barreira de comunicação que existe hoje em dia neste sector.

Em vista disto, os custos serão assim uma barreira ultrapassada, já que provaremos que não são precisos grandes investimentos em consultadoria externa, e que a formação e capacitação de consumidores participantes para realizar estas tarefas de gestão energética residencial é possível e com retornos a curto prazo, assim como melhoria das infraestruturas e equipamentos de forma inteligente. Assim, as residências tornar-se-ão capacitadas para verem a adoção destas medidas como investimentos com retorno e não como mais custos de gestão e implementação, sendo uma vantagem alcançada por intermédio da mudança de comportamentos e decisão informada.

Só assim será possível quebrar, a nível nacional, a barreira de não investir em equipamentos de monitorização energética residencial em larga escala por até agora não serem divulgados e quantificados os seus potenciais benefícios.

É também fundamental para esta medida incutir no consciente coletivo a mentalidade ambiental e de eficiência energética. Assim, a criação do Manual de Boas Práticas permitirá facilmente criar planos de ação a incorporar nas unidades hoteleiras.

Em resumo, através das ações e benefícios planeados, iremos contornar e ultrapassar algumas das maiores barreiras de mercado, como por exemplo:

  • O foco nos custos iniciais sem considerar custos de operação, tempo de vida útil e melhores práticas de eficiência energética;
  • Falta de informação dos consumidores participantes sobre as melhores práticas de eficiência energética e o seu grande potencial;
  • Dificuldade em instalar medidas que potenciem comportamentos mais eficientes devido à falta de pessoas informadas e com expertise na área.
  • O facto de ainda se pensar que são precisos grandes investimentos para implementar medidas de eficiência energética e que o seu tempo de retorno é muito grande, ou seja, com uma relação custo-benefício elevada.
  • Perceção do sector residencial de que grandes gastos energéticos são necessários para assegurar o conforto dos seus habitantes.
  • Confusão entre os termos “edifícios energeticamente eficientes” e “edifícios de baixo consumo energético”.
  • Falta de vontade de instalar medidas de eficiência energética em edifícios que já cumprem os standards mínimos exigidos.

Identificação das ações relevantes da medida

Tabela 1 - Atividades relevantes durante todo o período de execução da medida (M1 – M36)
Fase 1 - Desenvolvimento inicial
Seleção dos membros das CERs (M1 – M36)
Desenvolvimento e desenho das soluções a implementar (M1 – M17)
Implementação da solução nos pilotos (M29 – M36)
Configuração da análise dos dados históricos para criação automatizada de cenários de referência (M13 – M14)
Fase 2 - Execução
Configuração automatizada dos cenários de referência (M15)
Workshop de capacitação dos ninjas de energia (M10 – M11; M23 – M36)
Monitorização energética dos pilotos e configuração da apresentação dos dados e informação de eficiencia na aplicação de interação com consumidores (M13 – M24; M29 – M36)
Análise e tratamento dos dados recolhidos para apresentação na aplicação de interação com consumidores (M6 – M7; M13 – M36)
Workshops de envolvimento dos membros das CERs (M15 - M36)
Fase 3 - Supervisão Técnica e gestão de projecto
Intervenção de TOC/ROC (M36)
Relatórios intermédios e Relatório Final (M6; M12; M27; M31; M36)
Reunião de avaliação intermédia (M12)
Reunião de avaliação final (M36)
Fase 4 - Disseminação
Sensibilização inicial dos membros pelos ninjas de energia (M14 – M15; M25 – M36)
Sensibilização final dos membros pelos ninjas de energia (M35 – M36)
Posters (M15 – M36)
Brochuras/Flyers (M15 – M36)
Desenvolvimento de informação de boas práticas para disponibilização na aplicação de envolvimento com consumidores (M25 – M36)
Newsletters (M13, M16, M25, M28, M31, M33, M36)
Apresentações (M36)
Digitalização do formulário de inscrição dos membros nas CERs (M11 – M12; M21 – M23)
Vídeo promocional (M25, M35 – M36)
Criação do website e manutenção (M1 – M36)

Resultados

Este projeto foca-se no sector residencial - particularmente na formação de recursos humanos, know-how e consciencialização. Desta forma, será possível contribuir para a aquisição de comportamentos que promovam a eficiência energética deste sector, aumentando a sua sustentabilidade quer a nível económico (por meio da redução da fatura de energia), quer a nível ambiental (pela redução global do uso de energia aliada à otimização do consumo de energia renovável), quer a nível social (devido à mitigação da situação de vulnerabilidade social e pobreza energética).

Especificamente, teremos especial foco na mudança comportamental por meio de uma infraestrutura de informação, apoio técnico, formação e boas práticas para dar suporte ao sector residencial na melhoria da sua eficiência energética a nível nacional. A gestão energética (e mais concretamente a implementação de medidas inovadoras de monitorização energética) permitirá superar a falta de conhecimento técnico sobre medidas possíveis de implementar no domínio da gestão de consumos, com investimentos reduzidos ou mesmo sem custos e sem perdas de qualidade e conforto. Isto traduzir-se-á em menores impactos económicos nas residências participantes e retornos de investimentos mais rápidos.

Assim, o projeto estará dividido em duas grandes partes, uma dedicada à monitorização energética e implementação de comportamentos eficientes em residências participantes, e outra dedicada à divulgação a nível nacional de estratégias de implementação de práticas de eficiência energética no sector residencial.

Para além disto, o projeto permitirá a criação de documentação específica com os resultados das ações implementadas nas residências participantes, a identificação de problemas comuns, criação de soluções standard, informação acerca do projeto e do seu impacto em cada uma das residências participantes, de modo a maximizar os resultados, e potenciar a implementação e replicação dos resultados neste sector.

Desta forma, serão promovidos workshops e sessões de trabalho conjuntas entre todos os consumidores participantes para a construção de um Manual de Boas Práticas que sintetize as medidas tomadas e discutidas entre as diversas tipologias de residências participantes para futura divulgação a nível nacional.

Também foi referido anteriormente, que a divulgação é outra das componentes fundamentais para a implementação desta medida, e potenciar os efeitos multiplicativos a nível nacional. Desta forma, iremos proceder ao longo do projeto a atividades de disseminação a nível nacional através de eventos, brochuras, apresentações, vídeos promocionais e outras ferramentas Web 2.0 de forma a criar e fidelizar uma comunidade de residências participantes que promova a multiplicação dos resultados.

Vemos nesta proposta claras vantagens que esta medida promove diretamente, quer a curto quer a médio prazo, para o aumento da eficiência energética no sector residencial português.

O impacto a longo prazo também se deve salientar, já que irá formar consumidores finais residenciais para que no futuro possam, de forma autónoma, fruto da experiência partilhada, encontrar medidas adequadas à redução de consumos anómalos e comportamentos ineficientes, implementando e analisando resultados. A criação e documentação de todas estas atividades permitirão aumentar o fator de multiplicidade do projeto.

Desta forma conseguiremos atingir benefícios em três níveis:

  • Consciencialização para os consumos elétricos e potencialidade da mudança comportamental, como fator essencial para a eficiência elétrica no sector residencial;
  • Adequação da sensibilização e práticas a divulgar ao perfil elétrico de diversas tipologias de consumidores residenciais;
  • Disponibilização de dados de consumo em tempo real e históricos necessários para a adoção efetiva de práticas e comportamentos energeticamente eficientes e que permitam também a confirmação dos resultados e práticas implementadas.

Promotor da medida

CLEANWATTS II, ENERGIA LIMPA, LDA – R. Pedro Nunes, Edifício D, 3030-199 Coimbra, Portugal, NIF 515560499.

A Cleanwatts II, Energia Limpa, Lda é uma subsidiária do grupo Cleanwatts, com sede em Coimbra, e especializada na comercialização e gestão de soluções energéticas integradas. A empresa atua como Entidade Gestora de Autoconsumo Coletivo (EGAC), desenvolvendo e operando Comunidades de Energia Renovável (CER) em vários contextos — residenciais, municipais e industriais.

A promotora cumpre os critérios de elegibilidade previstos no ponto ii, da alínea e) do artigo 3.º do Regulamento do PPEC (Regulamento n.º 343/2021, de 15 de abril), por exercer atividade no âmbito da gestão e operação de redes e serviços energéticos.

A missão da Cleanwatts II centra-se na democratização do acesso à energia limpa e acessível, através de ferramentas digitais inovadoras que promovem maior eficiência, participação cidadã e criação de valor local. A empresa tem ainda um forte compromisso social, refletido em iniciativas de combate à pobreza energética e inclusão comunitária.

Entre os seus projetos de maior relevância destaca-se o “100 Aldeias”, iniciativa de inovação social que promove a criação de comunidades de energia em territórios rurais e vulneráveis, já com mais de 140 comunidades em diferentes fases de implementação. A promotora foi também responsável pela criação das primeiras Comunidades de Energia em Portugal, incluindo a primeira de natureza industrial (Argacol) e a primeira comunitária (Miranda do Douro).

Em 2025, no âmbito da reestruturação estratégica do grupo Cleanwatts, a Cleanwatts II manteve o foco na implementação, operação e otimização de comunidades de energia, reforçando a sua atuação como pilar operacional e social da transição energética em Portugal.

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